sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Deputado tucano apresenta voto contra a PEC do Jornalista

QUEM É QUEM NA QUESTÃO DIPLOMA
QUEM É QUEM NA QUESTÃO DIPLOMA
QUEM É QUEM NA QUESTÃO DIPLOMA

Fonte: Vermelho

Mais uma vez foi adida a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
que prevê a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da
profissão. A votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcada para
terça-feira (27), ficou para a próxima quarta-feira (4).

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor da proposta, classificou como “censura” a tentativa de barrar a votação da matéria. O deputado tucano Zenaldo Coutinho (PA), apresentou voto em separado contra a proposta.“É estranho que aqueles que se dizem defensores da liberdade de expressão revelem na prática exatamente o inverso, manipulando e restringindo a discussão. Desde que se começou a cogitar a votação da PEC na CCJ, iniciaram, estrategicamente, movimentos para impedir a análise da proposta, o que considero uma prática anti-democrática”, criticou Pimenta.

Na quarta-feira (4), quando a matéria volta à pauta da CCJ, os deputados Paulo Pimenta e Maurício Rands (PT-PE), relator da proposta, serão recebidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. Em junho, o STF acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo.

Antes mesmo de ser avaliada pela CCJ, o deputado Zenaldo Coutinho já apresentou um voto contra a Proposta. Na opinião dele, a proposta viola a Constituição e acordos internacionais. Além disso, sustenta que a aprovação provocará um “enfrentamento entre Poderes absurdo”, já que o Supremo Tribunal Federal decidiu que a exigência da graduação é inconstitucional.“Ora, se a Suprema Corte já expôs em decisão máxima que nossa Constituição veda em sua estrutura sistêmica, em seu conteúdo orgânico qualquer restrição que possa ser adicionada ao Princípio da Liberdade de Expressão e Informação parece-me, data vênia, mera persistência na elaboração de norma ineficaz e no enfrentamento entre Poderes absurdo e, portanto incabível”, afirmou.

Em seu voto, o deputado cita as pressões exercidas, “dentro dos primados do direito e da ética”, pelos sindicatos dos trabalhadores e patronais, mas afirma que sua decisão não foi influenciada por elas.“Neste cenário, afasto desde já, qualquer adesão aos argumentos não escritos dos patrões que desejam liberdade para contratar e dos trabalhadores que, naturalmente, defendem um mercado exclusivo”, afirmou.

O voto do deputado vai contra o relatório apresentado por Maurício Rands (PT-PE), que defende que a PEC não possui “ofensa às cláusulas invioláveis do texto constitucional”.

Da sucursal de Brasília
Com agências

MAIS INFORMAÇÕES ASSIM QUE AS DECISÕES FOREM SENDO TOMADAS. FIQUE ATENTO. PARA PARTICIPAR, HAVERÁ PRÉ-INSCRIÇÃO


DEU NO SITE DA SECOM-MT
UMA CONQUISTA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS ORGANIZADOS!

29 de outubro de 2009, 09h10
DEMOCRACIA
Conferência Estadual de Comunicação será nos dias 19 e 20 de novembro em Cuiabá


ALINE ROMIO Redação/Secom-MT

A Conferência Estadual de Comunicação em Mato Grosso será realizada nos dias 19 e 20 de novembro em Cuiabá. A etapa estadual é uma preparação para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) que será em Brasília-DF, de 14 a 17 de dezembro, sob o tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.

A princípio a data prevista para a Conferência Estadual era de 29 a 31 de outubro. No entanto a comissão organizadora entendeu que o adiamento do evento era necessário devido a questões de infraestrutura.

Sexta entrevista da série: "Jornalistas de MT: o que pensam?"

'HÁ MUITOS FALSOS ARTISTAS POR AÍ'

Foto: Duflair Barradas
* Por Keka Werneck


São poucos os jornalistas que trabalham com cultura em Mato Grosso. Talvez
porque cultura seja uma área menosprezada em sociedades culturalmente
sufocadas por outras, como é justamente o caso da cultura cuiabana, que
resiste a ataques, principalmente nas últimas décadas de migração sulista.
Lorenzo Falcão, editor de Cultura do Diário de Cuiabá, com certeza, está entre esses poucos. E ele gosta disso! Numa
entrevista bem à cara dele, conta que já vendeu amendoim em comício do
Maluf e faturou (rsrsr). Também afirma que já trabalhou como garimpeiro. Que não liga para coisas materiais e, por
conta da reputação firme, jamais recebeu suborno para engavetar matéria. Leia
a entrevista toda!

POSE DE 'O PENSADOR'

Lorenzo, você nasceu aqui? Se não nasceu aqui, veio de onde e por que, com quem e quando?

Nasci em Niterói (RJ) em 1958. Minha mãe é de Nossa Senhora do Livramento (MT) e meu pai de Santana do Livramento (RS). E acho livramento uma bela palavra pra estar envolvida na vida da gente. Meus pais se conheceram aqui, mas fui gerado em Niterói, para onde eles se mudaram por razões profissionais. Vim pra cá pela primeira vez com minha avó, que morava num sítio papa-banana e foi visitar minha mãe em Niterói. Eu tinha menos de um ano. Minha mãe viria logo em seguida, mas não pôde vir. Fiquei vários meses com meus avós maternos morando nesse sítio, que era uma espécie de célula mãe de uma comunidade rural. Meses depois, quando minha mãe pôde vir e eu a reencontrei, dizem que eu fiquei com vergonha dela. Assim se materializou meu laço com esta terra, que já vinha de quando eu "morava" na barriga da minha mãe, em Niterói, e ela chorava copiosas lágrimas pela saudade deste lugar que acho maravilhoso, mas já achei muito mais. Entre o Rio de Janeiro e Cuiabá minha trajetória é cheia de idas e vindas.

Casado? Filhos?

Sou casado com Fátima Sonoda há uns 25 anos, ou mais, com quem tenho dois filhos: Beatriz (21) e Vítor (18).

Você já trabalhou de quê na vida?

Sou formado em Educação Física, mas antes estudei um pouco de Engenharia, em Cuiabá e no Rio. Mudei-me pra Cuiabá onde, por ser atleta, com 18 ou 19 anos, comecei a trabalhar como professor de educação física, desde antes de ingressar no curso. Mas sempre tive um pé nas letras. Meus pais me ofereceram, desde a infância, uma biblioteca maravilhosa onde me iniciei na literatura lendo autores como José de Alencar, Érico Veríssimo, Alexandre Dumas e Miguel de Cervantes, entre muitos outros. Soube misturar a saúde da vida esportiva, com a cultura literária e lógico que com a música: meu pai, que é engenheiro, mas também é estudioso do canto lírico, me permitiu desde bem cedo a convivência com a arte da música, especialmente o canto lírico. Trabalhei muito com esportes, mas também me adentrei pelas artes com o teatro e a poesia e outras atividades culturais. Já fui marchand, garimpeiro, guia de turismo, vendi esfirras num comício de Tancredo Neves (levei prejuízo) e amendoim num comício do Paulo Maluf (faturei).

Com tantas habilidades (rsrs), porque você partiu para o jornalismo e como foi essa transição?

Em meados dos anos 80 eu era hábil na escrita. Colaborava com publicações em impressos e me fixei como revisor da Revista Contato, a convite do saudoso Antônio de Pádua. Comecei também a trabalhar como assessor de imprensa na Assembléia Legislativa. Não havia a faculdade de jornalismo aqui. Consegui me "legalizar" como jornalista, profissão que acho que jamais abandonarei. Escrever me dá muito prazer. Participei de uma peça teatral como co-autor e ator (O Capote) em 1988. Um sucesso lascado. E acho que essa performance teatral foi a minha principal experiência de vida até hoje. De lá pra cá fui vidrando cada vez mais nas artes e na comunicação.

Não sendo diplomado, embora seja de uma geração que muitos jornalistas também não são, você acha que isso te faltou em algum momento no exercício do jornalismo?

Sim e não (rs...). A experiência prática e a bagagem cultural, especialmente a literatura e logo em seguida o cinema, me tornaram uma pessoa de extrema facilidade para a comunicação e sempre pautado em comportamentos éticos e humanitários. Os conhecimentos teóricos, sistematizados, que o curso de comunicação oferece são importantes para entender melhor o mundo. Escrever bem e compromissado com valores positivos também vale muito. Ajuda a mudar o mundo. Mas acho que a comunicação tende muito para a transversalidade.

Você defende a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo?
Esse tema me desperta muitas dúvidas. Opiniões de idas e vindas. No momento estou tentado a acreditar que o diploma não é assim tão importante. Mas condeno a forma como isso foi imposto pela "sociedade".

O bom jornalista é...
Uma pessoa que sabe ouvir e se exprime com clareza. Que conhece das sutilezas da comunicação ao ponto de desenvolver a criticidade nos outros. E, logicamente, alguém preocupado com valores positivos e coletivos.

Jornalista tem a mesma síndrome que os advogados: acham-se deuses? Ou essa é a profissão dos humildes: só sei que nada sei?
Deveríamos seguir a linha socrática, mas a maioria parece ter nobreza no estômago. Em relação aos advogados, às vezes, eles são até mais preparados para, por exemplo, enfrentar as contradições e os antagonismos.

Já te ofereceram suborno para não publicar matéria?
Claramente, não. Não é que eu tenha uma imagem de sujeito sério, compromissado. Sou até um pouco anarquista. Mas minha reputação é firme.

Você já se sentiu um inútil indo cobrir uma pauta nada a ver?
Algumas pautas nem sempre são tão boas, mas para ser 100% inútil é preciso ser muito preguiçoso ou incompetente. E sempre fui um profissional articulador das próprias pautas.

Quem manda mais nos meios de comunicação: o governo, os políticos ou o capital publicitário?
Essas três coisas que você citou é que mandam. Variando o percentual de situação para situação e de lugar para lugar. Acho que em alguns veículos ditos estatais a sociedade é tratada com mais respeito e o capital, a força do dinheiro e da política pesam menos.

Você defende a escola da imparcialidade ou o contrário disso?
Mesmo sabendo que ela é um tanto inatingível, acho que a imparcialidade deve ser perseguida. E também considero que a notícia pode e às vezes até deve vir acompanhada pela opinião de quem a produziu. Mas é preciso saber respeitar a inteligência do público alvo.

Você atua mais diretamente no jornalismo cultural? O que é cultura? Por que um jornal deve ter essa editoria? Tudo não é cultural?
Jornalismo cultural é a minha praia. Cultura é um conjunto de manifestações e de padrões comportamentais que caracterizam sociedades, nichos, etnias. E quanto mais essas manifestações tenderem para o produto artístico mais complexo e sofisticadamente cultural será o conceito. A indústria cultural, onde entra o entretenimento, é uma das que mais cresce no mundo. Vivemos o tempo que foi profetizado pela Escola de Frankfurt: a espantosa reprodutibilidade que a tecnologia propicia. O acesso cultural torna-se mais e mais democrático. As sociedades precisam saber tirar proveito disso. É o futuro. Isso não pode ser ignorado por nenhum veículo de comunicação.

Qual livro marcou sua infância, adolescência e vida adulta? São três portanto.
Já li demais. Desde 8, 9 anos, venho traçando livros. Vou transgredir as regras da sua pergunta. Citarei três autores por período de minha vida. Infância: José Mauro de Vasconcelos, Mark Twain e Alexandre Dumas. Adolescência: Dostoiévski, Eça de Queiroz e Graciliano Ramos. Adulto: James Joyce, Ricardo Dicke e Clarice Lispector. Se fosse falar de toda a poesia que me persegue...

Você trucida o funk? Ou faz reflexões em torno dele? E o pagode? E outras manifestações da cultura popular urbana? Só a música feita pela elite serve?
Não entendo muito de funk. Mas penso que não há como desgostar de um cara como o James Brown. Acho o funk carioca, freqüentador da mídia, não muito interessante, embora reforce o meu desconhecimento sobre esse gênero. Acho divertido o trabalho da Tati Quebra-barraco... algumas coisas. Claudinho e Buchecha até que passa de vez em quando. Mas, no geral, não gosto mesmo do funk carioca. E nem desse pagode que vive nas paradas de sucesso. Uma ou outra música é um pouco mais divertida, engraçada. Acho que vai um pouco de preconceito de minha parte. Outras manifestações da cultura popular e urbana, como coisas ligadas ao hip hop... break dance, grafite e rap são muito interessantes... originais e comportamentais. Adoro o siriri e o cururu. A base da cultura brasileira tem como principais vetores as contribuições do índio, do negro e do europeu pobre, que veio pra cá tipo para cumprir pena. Fechar as portas para as manifestações musicais que não provêm da elite é uma espécie de suicídio cultural.

Acha que o jornalismo precisa mudar de cara? De jeito? De "dono"?
Acho que ele está mudando. E que isso é preciso. A internet, que gera a inclusão digital, é o principal agente nessa história.

Já sofreu algum tipo de preconceito na vida?
Nada muito traumático. Desde bem pequeno sempre fui bem aceito onde quer que estivesse.

Seu salário dá para tudo que você precisa?
Mais ou menos. Não sou muito ambicioso e cada vez me desprendo mais das coisas materiais.

Quem te faz passar raiva?
Tenho um pouco de dificuldade para me relacionar com gente muito burra e teimosa. E odeio políticos corruptos.

Toda dita obra de arte rende matéria? Mas há muitos falsos artistas por aí e, se há, quem os cria?
Claro que rende. Gosto de definir arte como comunicação. Algo que está querendo dizer alguma coisa, mesmo que indizível. A arte é a forma mais complexa de comunicação que existe. Gosto da definição do Paul Valery: a arte é a ciência do belo. Há muitos falsos artistas por aí porque há muita gente que não entende nada de arte, apesar de ter condições materiais e suposto nível intelectual para sacar das coisas.

O jornalista é um artista?
Segundo Ignácio de Loyola Brandão, o jornalismo bem feito é literatura. Hoje, quando realidade e ficção parecem ter assumido uma relação mais séria e a arte simplesmente deixou de imitar a vida e essa relação se tornou uma via de mão dupla, arriscaria dizer que um bom jornalista está a um passo de ser artista. Numa longa conversa que tive com o Eduardo Ferreira outro dia, acabamos concordando radicalmente com uma frase em torno do que é ser artista... "artista é o caralho".

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

REFLEXÕES SOBRE A MÍDIA


Por Gibran Lachowski
Jornalista, professor universitário em Cuiabá e militante de movimentos sociais

gibranluis@gmail.com

O povo deve fiscalizar a mídia: o exemplo da Argentina
Está certa a Argentina, que agora tem uma lei que fiscaliza a mídia impressa, audiovisual ou virtual, proíbe o monopólio do setor e prevê punições para seu descumprimento http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16158.

A mensagem foi de autoria do governo e a maioria do Congresso aprovou.

O exemplo argentino nos mostra que não é possível mais aceitar que os meios de comunicação comerciais sejam considerados um quarto poder, que fiscaliza os três convencionais, mas que não passa pelo controle público ativo, do povo.

Não dá mais para aceitar que conglomerados de comunicação, associados a grupos econômicos e políticos, continuem mentirosamente a rogar para si o direito e o dever de representar a totalidade da população.

Não é novidade que várias emissoras de tv e radio são capitaneadas por políticos que tomam um serviço público e o tratam com base em seus interesses privados.

Jornais e revistas são empresas privadas na maioria, mas vendem a ideia de que publicam assuntos de interesse público, quando, na verdade, muitos de seus informes são fundados em desejos privados.

Que a mídia comercial (baseada mais no índice de audiência que no respeito à cidadania) continue a dizer que fiscaliza os poderes executivos, legislativo e judiciário, o que inúmeras vezes não passa de retórica.

E que os movimentos sociais, ongs, escolas, grupos de igreja, associações de moradores, mulheres, homens, adolescentes e crianças sintam-se no direito e no dever de observar as condutas dos veículos que informam e entretêm.


Qual a sua opinião?
Diga o que você pensa. Vamos conversar sobre esse assunto.


O povo deve fiscalizar a mídia: o exemplo da Venezuela
Está certo o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, quando não renova concessões de emissoras de tv cujos titulares não respeitaram dispositivos constitucionais.

Afinal, serviço de radiodifusão é patrimônio do Estado entregue a empresas por determinado período e que se baliza por contrato.

Não cumpriu, advertência. Se houver insistência no desrespeito, punição.

Se não tem jeito, o grupo econômico que controla temporariamente a emissora deve perder o direito sobre o serviço. Ou seja, a concessão tem de ser cassada.

Isso não é censura. É simplesmente fazer cumprir a lei.

Boa parte das críticas da Globo, Bandeirantes, Folha de São Paulo, SBT, Estado de São Paulo e seus pares ao governo Chávez são convenientes.

Prova disso é que eles não se levantaram com dentes de sabre contra o fechamento de ume expressiva emissora de tv em Honduras pelo golpista Roberto Michelet.

Passaram a chamar o golpista de “presidente de fato”. Palhaçada!


Qual a sua opinião?
Diga o que você pensa. Vamos conversar sobre esse assunto.


O povo deve fiscalizar a mídia: o caso do Brasil


No Brasil, a discussão do controle público sobre a mídia ganha força aos poucos. Trata-se de um movimento que começou a ter mais destaque na atual década.

O assunto se concentra, especialmente neste ano, na Primeira Conferência da Comunicação, composta de etapas locais, estaduais e uma nacional, esta última a ser realizada em meados de dezembro em Brasília.

O objetivo é definir diretrizes e propostas para a criação de um Marco Regulatório para Comunicação no Brasil.

Um dos assuntos mais polêmicos das conferências é o coronelismo presente na mídia eletrônica. Duzentos e setenta e um políticos controlam 324 veículos. Veja em
http://donosdamidia.com.br/levantamento/politicos

O termo também se estende, a meu ver, aos empreendimentos religiosos que ocupam consideráveis parcelas das emissoras de tv e rádio. É preciso discutir mecanismos legais efetivos que impeçam o controle político-partidário do serviço de radiodifusão brasileiro.

Do mesmo modo, precisamos discutir se um estado deve permitir que igrejas tenham direito a concessão, assim como qual o percentual total de programação uma preferência religiosa pode ocupar.

Ainda, é necessário garantir as religiões mostradas respeitem a diversidade característica do nosso país. O imperialismo católico-evangélico deve acabar.


Qual a sua opinião?
Diga o que você pensa. Vamos conversar sobre esse assunto.


O governo deve regular a internet

Um dos assuntos polêmicos que permeia os debates das conferências de Comunicação no Brasil é que papel os governos devem ter em relação à internet.

As etapas locais e estaduais do evento devem ocorrer até novembro e a nacional se realizada em meados de dezembro em Brasília.


?????
Continuaremos aceitando ser conduzidos pelas empresas nacionais, transnacionais e conglomerados? Ou seja, a velocidade de acesso à internet, os conteúdos veiculados, entre outros tópicos, serão definidos por mãos privadas?

Lógico que a participação de indivíduos e grupos figura positivamente na internet, no entanto é bobeira achar que “novidades” como youtube, twitter, orkut, facebook e similares não têm dedos orientadores extremamente capitalistas.


Internet como política pública
Agora a onda é o kindler (livro eletrônico), criado por quem? Pela Amazon. Ou seja, não se fala mais em tecnologia, mas, sim, em que empresa fez o produto. Isso não incentiva a democracia. Ao contrário, estimula a dependência cultural e econômica.

Por isso é importante defender que o Estado finque os pés no universo virtual. Só que não estou falando de ter sites, blogs, twitters e tais. Estou dizendo que o Estado brasileiro tem de regular a internet, como o faz com o transporte, a saúde, a segurança, a educação...

O governo precisa organizar o setor para ampliar o acesso do povo à internet, pois pouco mais de um terço utiliza a rede on line.

O país tem 183,9 milhões de pessoas, segundo contagem populacional divulgada em novembro de 2007 pelo IBGE
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1028&id_pagina=1, mas apenas 64,8 milhões de internautas, incluindo uso de lan house, bibliotecas, telecentros e escolas, conforme pesquisa atualizada do Ibope Nielsen On Line http://www.tobeguarany.com/internet_no_brasil.php .

Devemos lutar pela utopia de em uma década termos centenas de cidades digitais em que todas as pessoas possam usar a internet de qualquer lugar, e de graça.

Isso a iniciativa privada não vai fazer porque ela, por natureza estrutura, se move e visa lucro.


Qual a sua opinião?
Diga o que você pensa. Vamos conversar sobre esse assunto.



Google público, G-mail público...

O Estado brasileiro deve produzir tecnologia voltada para o mundo da informática e da internet, pois se ficarmos nas mãos privadas das empresas e conglomerados veremos o coronelismo audiovisual repetido no espaço on line.

Devemos nos livrar do uso obrigatório do Windows. Usa quem quiser.

O mesmo ocorre com o Google. Precisamos de um sistema de busca publico. Assim como um provedor nacional para abrirmos e-mail e tudo mais.

Creio que é possível. E não tem nada de subsersivo (risos).


Computadores coletivos
E que tal a criação de computadores coletivos? Afinal, por que a tecnologia deve ser cada vez mais pessoal?

Já digo: para gastarmos mais, darmos mais dinheiro às empresas nacionais, às transnacionais e aos conglomerados. Para continuarmos dependentes enquanto povo e enquanto cidadã\cidadão.

Já pensou em uma sala de aula em que as\os estudantes participem coletivamente via internet de discussões e produções de materiais?

Seriam várias telas, vários “mouses”, vários teclados, vários pensamentos. Ou tudo isso poderia ser condensado numa sala só, num comando-mouse só e por aí vai.

É difícil imaginar isso porque nossa mente está colonizada por um pensamento orientador que não nos permite criar juntos ou contestar criativamente. No máximo nos permitem participar do já feito ou criar produtos ou situações que sejam variáveis do mesmo.


Fim do controle exclusivo
O Estado brasileiro também precisa regular a estrutura on line. Ou seja, não pode permitir oligopólio de Google, Terra, Uol, Aol e outros.

Um grupo não pode ser transmissor de dados, provedor, produtor\distribuidor de conteúdos, sob pena de vermos repetido no espaço virtual o coronelismo midiático do audiovisual e da imprensa.


Qual a sua opinião?
Diga o que você pensa. Vamos conversar sobre esse assunto.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vaga para jornalista

A Pantai Comunicação esta selecionando profissionais para o cargo de apresentadora/repórter e repórter masculino. Maiores informações, entrar em contato até o dia 29/10 pelo telefone 3023 2962 ou por e-mail : keilapantai@gmail.com.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sangue na mídia


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Comissão organizadora define amanhã procedimentos finais para Confecom

A comissão organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) volta a se reunir terça-feira (20) com a presença dos ministros da Comunicação Hélio Costa, do Secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci e do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. A reunião, no ministério das Comunicações, será para alinhavar os procedimentos finais para a realização da Conferência.

Um dos pontos polêmicos é a elaboração de um documento que servirá de base para o debate nos Estados. O coordenador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, alerta para o risco que esse impasse pode significar para a realização da Confecom.

"Perdeu-se muito tempo na elaboração do regimento interno e não há tempo hábil para discussão e elaboração de uma tese única. É um absurdo atribuir ao regimento e ao documento base uma importância que não deve ter. O importante é garantir que cada segmento apresente a sua contribuição. Um documento elaborado por uma comissão não pode substituir o debate nacional que a conferência proporciona", defende.

Schröder reforça o papel desempenhado pela comissão organizadora que, segundo ele, estruturou a conferência e construiu consensos em momentos difíceis. Por isso, acredita Schröder, não se deve transformar esse debate em "campo de batalha". Para ele, a 1ª Conferência de comunicação é um espaço republicano que se conquistou e que não se pode perder.

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação acontecerá entre os dias 14 e 17 de dezembro. As etapas estaduais antes marcadas para os dias 4 a 8 de novembro serão redefinidas na reunião do próximo dia 20.

Fonte: Informes do PT